
Há dias estou encarando, em média, duas sessões de cinema por dia e, com isso, perdendo preciosas horas de sono (sério), episódios importantes de séries (nem todas estão em reprise, tá?) e valiosíssimas oportunidades de postar coisinhas aqui.
Então vamos ao que interessa: finalmente vi "O Diabo Veste Prada".
E nem precisava ter começado a ler o livro para achar o filme ideal para a Sessão da Tarde.
Primeiro que a história da recém-formada escravizada por uma editora de moda bitch virou um conto de fadas.
Sem querer parecer metida, já freqüentei semanas de moda o bastante para saber que jornalistas cafonas continuam cafonas. Elas não simplesmente ganham roupas incríveis e viram pessoas cheias de estilo.
E andei pesquisando e descobri que nos EUA também não funciona assim: você chega toda breguinha na redação e de repente um maravilhoso armário se abre e você pode se apossar de roupas que custam o dobro do seu salário.
Depois, não dá para entender como um aspirante a chef de cozinha e uma fotógrafa de arte iniciante podem não entender o esforço que a garota faz para se dar bem no trabalho e impressionar a chefe megera.
Terceiro que nenhum ser humano que trabalhe numa revista de moda vai recusar A oportundade da vida de ir à Semana de Moda de Paris porque a colega (bitch) da mesa ao lado quer mais.
E, finalmente, Miranda beira o insuportável, mas eu tive certeza de que "mataria por aquele emprego". E adoraria viver numa cidade onde pudesse usar sobretudos. Ai ai...
Ah, o livro teve que ser temporariamente encostado. Molière virou prioridade por hora.